Cálculo renal
A+ | A-Cálculos renais (ou litíase renal) é uma patologia muito comum, atingindo cerca de 3 a 5% da população.
Os cálculos podem ter várias composições, porém mais frequentemente são compostos por oxalato
de cálcio ou ácido úrico.
Em cerca de 75% das vezes é possível detectar alguma anormalidade metabólica através de exames de urina e de sangue e administrar algum tipo de medicação que diminua a chance de recorrência, entretanto é importante frisar que pelo menos 60% dos pacientes podem apresentar novos cálculos, mesmo com tratamentos adequados.
O tratamento para cálculos já formados depende do tamanho e localização dos mesmos:
- Cálculos renais de 1 a 5 mm: não requerem tratamento, já que na grande maioria das vezes são assintomáticos e não dispomos de métodos eficazes para fragmentá-los.
- Cálculos renais de 5 mm a 2 cm.: O melhor tratamento é a litotripsia extracorpórea (LECO), que consiste no bombardeamento do cálculo com ondas de choque, geradas por um aparelho.
- Cálculos renais maiores que 2 cm ou que não foram fragmentados com a LECO: Nesses casos indica-se a nefrotitotripsia percutânea, que é uma cirurgia na qual um aparelho (nefroscópio) é introduzido no rim através de uma punção e realiza-se a fragmentação e extração dos cálculos. É importante notar que raramente a cirurgia aberta é usada nos casos de litíase nos dias de hoje.